Egito recebe primeiro-ministro de Israel no país pela primeira vez em dez anos
Daniel Gateno
O presidente do Egito Abdel Fatah al Sisi recebeu o primeiro-ministro israelense Naftali Bennett em seu país na última segunda-feira(13). Está foi a primeira vez em 10 anos que um encontro deste tipo ocorre em solo egípcio. Bennett e Sisi se encontraram em Sharm el Sheikh, no Mar Vermelho.
As autoridades do país árabe querem “reativar as conversas de paz” entre israelenses e palestinos. No mês de maio, Cairo intercedeu para um cessar-fogo entre Israel e o Hamas depois de uma tensa escalada nos conflitos.
Após a reunião, Bennett agradeceu o papel do Egito na manutenção da estabilidade na região. Os dois países possuem relações diplomáticas desde 1979.
Durante o encontro, Cairo e Jerusalém falaram sobre outros importantes temas na região como a tensão entre Egito e Etiópia, a relação com a Turquia e a ameaça de grupos jihadistas na região.
As relações entre os dois países se tornaram mais próximas nos últimos anos, principalmente por conta dos Acordos de Abraão e da relação entre os israelenses e a administração Biden nos Estados Unidos. O governo democrata já demonstrou ceticismo em relação a regimes que violam os direitos humanos e quer a ajuda dos israelenses para que Washington não reduza a sua ajuda financeira.
Acordos de Abraão
Os acordos entre Israel e quatro países árabes, que completaram um ano recentemente, foi celebrado na ONU com embaixadores de Israel, Marrocos, Bahrein e Emirados Árabes Unidos. O Sudão também normalizou relações com Israel, mas não enviou representantes ao evento.
Os Estados Unidos marcaram presença na celebração, mas não olham para o acordo da mesma forma que olhavam quando o republicano Donald Trump estava no poder. A administração Biden também não gosta de chamar a normalização das relações de Acordos de Abraão para não dar palanque ao governo republicano que se encerrou em janeiro deste ano.
Em meio à crise no Afeganistão e a retirada das tropas americanas do país, as nações envolvidas no acordo sentem que, de fato, precisam se unir para combater os inimigos em comum, principalmente o Irã.
Com a China em seu radar na política externa e a fadiga da saída do Afeganistão, o presidente Joe Biden não está tão interessado em reforçar as relações bilaterais entre os países do acordo. Contudo, um ano após a sua execução, os Acordos de Abraão devem ficar mais fortes e um pouco mais independentes.
Artigos Relacionados
Israel e o novo governo norte-americano
9 de março de 2017
A eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e a guinada à direita logo no início de seu governo, foram vistos em Israel como uma indicação do alinhamento potencial entre os dois governos. No encontro promovido pelo Instituto de Estudos sobre Segurança Nacional (INSS) era nítida a percepção por parte dos ministros israelenses da “carta […]
Israel inicia vacinação de crianças
17 de novembro de 2021
O Ministério da Saúde de Israel aprovou neste domingo (14) a aplicação de vacinas contra a covid-19 em crianças com idade entre 5 e 11 anos
Empoderamento e liderança feminina na comunidade judaica é tema do novo episódio do podcast do IBI
3 de outubro de 2019
Com Amanda Hatzyrah, Anita Efraim e Miriam Vassermann