Como vivem os sobreviventes do Holocausto no Brasil e em Israel?
IBIO Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto foi constituído em 2005, pela ONU, em 27 de janeiro, dia da libertação do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. A data reúne diversas solenidades pelo mundo que lembram as vítimas de uma das maiores atrocidades do século XX.
Como vivem os sobreviventes do Holocausto no Brasil e em Israel?
Sobreviventes do Holocausto no Brasil
São cadastrados, no Brasil, 211 sobreviventes, 66% deles em alta complexidade de saúde. Cerca de 80% vive em SP e 13% no Rio de Janeiro. 73% têm mais de 80 anos.
Os sobreviventes contam com o apoio da Agência Claims/Unibes, que trabalha na coleta de dados para a reparação e indenizações. A agência tambem busca sobreviventes ainda não cadastrados em território nacional, em parceria com a Conib, Fisesp e Hospital Albert Einstein.
Sobreviventes do Holocausto em Israel
Em 2015, 189 mil sobreviventes do Holocausto viviam em Israel. O governo garante uma série de direitos, entre os quais, acesso a remédios, ajuda financeira e assessoria jurídica. Entretanto, nos últimos anos, sobreviventes têm reclamado da burocracia e da dificuldade de conseguir os benefícios. Muitos vivem em condições de pobreza. Israel conta com um dos museus do Holocausto mais visitados do mundo, o Yad Vashem, localizado em Jerusalém. A instituição faz o levantamento de onde estão mais de 1 milhão de sobreviventes pelo mundo.
Leia sobre os direitos dos sobreviventes em Israel:
Entenda a situação na qual muitos sobreviventes se encontram em Israel:
Leia mais sobre a agência Claims e o trabalho da Unibes:
Artigos Relacionados
Vinte anos da Segunda Intifada: estamos às vésperas de uma nova revolta?
2 de outubro de 2020
TEL AVIV – Há 20 anos, uma revolta popular transformaria o conflito entre israelenses e palestinos. Era a Segunda Intifada, uma insurreição popular palestina que durou quase cinco anos. Para muitos, a intifada enterrou as esperanças de paz dos Acordos de Oslo (1993) em meio a um ciclo de violência que deixou mais de 4 […]
EDITORIAL: Terrorismo, racismo e diversidade
31 de agosto de 2017
Os conflitos mundiais não mais se organizam por oposições tão claras como aquelas dos tempos da Guerra Fria (comunismo versus capitalismo; ocidente versus oriente, etc.), ou como aquelas que opunham cristãos e muçulmanos, Europa e mundo árabe. Em certa medida, vivemos no chamado “mundo plural”, em que a ideia da diversidade tornou-se a tônica dos […]