Elisa Goldman fala sobre o nacionalismo palestino na 4ª aula do curso do IBI no RJ
20 set 18

Elisa Goldman fala sobre o nacionalismo palestino na 4ª aula do curso do IBI no RJ

A professora Elisa Goldman ministrou a quarta aula do curso de formação do IBI no Rio de Janeiro no dia 14/09. Depois de discutirmos nos encontros anteriores questões mais amplas como nacionalismo, imperialismo e o Oriente Médio, abordamos mais detalhadamente a consciência e o movimento nacional palestino.

Buscando afastar perspectivas orientalistas ou simplificadoras, o processo de formação da consciência e do movimento nacional palestino foram tratados em sua devida complexidade e legitimidade. Trata-se de um movimento múltiplo que consolida uma identidade nacional e diversa, assim como qualquer outra. Todavia, ao contrário de outros movimentos nacionais, ainda não consolidou seu Estado-Nação.

A professora destacou como este é um tema que ainda levanta muitos debates e questões. Elisa apresentou algumas das principais perspectivas à respeito, baseada nas visões de Peter Demant, Rashid Khalidi, François Massoulié e Edward Said. Elas se diferenciam na relação que constroem entre o movimento sionista e o movimento nacional palestino e na periodização do surgimento e consolidação de sua consciência nacional.

Ademais, ela destacou os diversos grupos que compõe atualmente e no passado a sociedade civil palestina, entre laicos e religiosos, de esquerda e direita. Sempre tratou-se de uma sociedade múltipla e vibrante, que interagiu com as diversas tendências da região. Como por exemplo, o próprio nacionalismo que se desenvolve e ganha força no final do século XIX, o pan-arabismo e a descolonização durante o século XX e o fortalecimento de perspectivas do Islã político mescladas ao nacionalismo mais recentemente. 

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Por fim, foi reconhecida a centralidade da Nakba no discurso palestino e discutida suas implicações e reivindicações políticas. Porém, tomamos como contraponto o lugar da Shoa na narrativa sionista, de modo a pensar o lugar das catástrofes no nacionalismo e os paralelos que unem e separam Palestina e Israel.

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