EDITORIAL: Todos na mesma trincheira
IBI“Apenas quero matar judeus”, disse Robert Bowers antes de abrir fogo em uma sinagoga em Pittsburgh essa semana. O ataque deixou 11 vítimas e foi motivado pelo ódio. Bowers é um supremacista branco. Tinha posse legal de um fuzil AR-15 e três revólveres.
A tragédia trouxe à luz uma discussão que está pulsante com a ascensão de governos de extrema direita em todo o mundo: amparados por líderes cujo discurso de ódio é constante, extremistas se sentiriam autorizados a realizar barbaridades? Massacres como em Pittsburgh, linchamentos, estupros coletivos e assassinatos realizados contra todas as minorias indicam que sim.
Pittsburgh comprova o que muitos judeus já sentem na pele: são uma minoria visada como todas as outras. Com a licença das particularidades e da dor histórica de cada povo, é com o negro, com o homossexual, com o cigano, com o yazidi, com o armênio, com o tutsi, que o judeu divide as trincheiras na luta por direitos civis, por autodeterminação, contra o preconceito e contra discursos que autorizam o ódio.
Artigos Relacionados
Novo episódio do podcast trata dos movimentos juvenis judaicos
25 de abril de 2019
Os movimentos juvenis judaicos têm importância histórica no ativismo da comunidade. Há movimentos de diversos tipos e ideologia: de esquerda, de direita, apartidários, ligados aos escoteiros… Um pouco de tudo. E você deve estar se perguntando: e eu com isso? Esse é o podcast do IBI, o Instituto Brasil-Israel, que pretende falar sobre as relações […]