Entrevista com Rami Kleinstein
29 ago 19

Entrevista com Rami Kleinstein

O que significa ser o símbolo da israelidade na música israelense por tantos anos? É muita responsabilidade?
Quando eu comecei a gravar e fazer shows, aos 24 anos, queria que minhas músicas projetassem minha personalidade e meu talento. Músicas sobre amor, relacionamentos e questões sociais preencheram minha playlist de 33 anos. À medida que fui amadurecendo, ao longo dos anos, esse símbolo de israelidade foi atribuído a mim, o que é uma grande honra. Nasci nos EUA e, como Oleh Hadash, a honra é ainda maior.

Você considera sua música uma expressão nacional ou uma expressão pessoal?
Bem, claro que dependeria da música específica que estamos vendo. Há canções de natureza pessoal e canções de natureza mais nacional.

Tem uma música que você fala sobre colher maçãs. O que você quer dizer nessa música?
(Risos) Você provavelmente está se referindo a uma música chamada Tapuchim ve Tmarim (Maçãs e Tâmaras). A música fala sobre uma mulher de coração partido, andando tristemente pelo mercado enquanto o coro canta para ela: ”Pegue algumas maçãs e tâmaras. Adoce seu dia. Ele não vale a dor que passa pelo seu coração.”

Como você acha que será a próxima geração da música israelense, a partir do que você vê no The Voice Israel? Mais oriental, com mias absorção do pop internacional, etc.?
Israel, como um país muito jovem, está passando por um crescimento cultural e os muitos estilos e estradas musicais que temos aqui são uma experiência maravilhosa. Oriental, Pop, Rock, Rap e até mesmo música judaica estão lá fora e entrelaçando uns com os outros e criando um som que é o som de Israel. Tudo é muito emocionante.

Você já sofreu boicote por ser israelense?
Lembro-me de uma ocasião, muitos anos atrás, antes de um de meus shows em Paris, que os donos do teatro foram pressionados pela comunidade árabe a não permitir que meu show ocorresse e eles tiveram que cancelar. A comunidade judaica não desistiu e meu show foi realizado em uma bela sinagoga chamada (se não me engano) Le Victoire.

Artigos Relacionados

E eu com isso? #244 Israel: quando a paz morreu
E eu com isso? #244 Israel: quando a paz morreu

Calendar icon 1 de novembro de 2023

No dia 4 novembro, serão 28 anos desde o assassinato de Yitzhak Rabin, o quinto primeiro ministro israelense, prêmio Nobel da Paz, conhecido pelos famosos Acordos de Oslo, firmados com o então presidente da Organização para a Libertação da Palestina, Yasser Arafat. Foi no dia 4 de novembro de 1995, durante um comício pela paz […]

Arrow right icon Leia mais

IBI Live com Priscila Steinman

Calendar icon 2 de julho de 2020

Na próxima sexta-feira, 03/07, às 12:30h, Marília Neustein conversa com a atriz e roteirista da Globo Priscila Steinman sobre o tema “Entre o movimento juvenil judaico e as artes”. Acompanhe pelo Instagram @institutobrasilisrael ou @pristeinman.

Arrow right icon Leia mais

Israel nas Olimpíadas de Tokyo 2021

Calendar icon 23 de julho de 2021

A delegação de Israel nas Olimpíadas de Tokyo tem 89 atletas de 15 esportes diferentes, sendo 54 homens e 35 mulheres. Esta é a maior delegação do país no evento até hoje e quase o dobro do número de atletas enviados para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Desde sua estreia nas Olimpíadas, […]

Arrow right icon Leia mais