O que você precisa saber sobre as próximas eleições em Israel?
17 jan 20

O que você precisa saber sobre as próximas eleições em Israel?

Instituto Brasil Israel
Tendo passado por duas eleições parlamentares em 2019, nos meses de abril e setembro, nas quais nenhum dos candidatos obteve votos suficientes para formar governo sozinho e nem foi capaz de constituir uma coalização com outros partidos, Israel caminha para o seu terceiro pleito em menos de um ano.
As eleições serão realizadas no dia 2 de março e os partidos tiveram até a última quarta-feira (15) para apresentar sua lista de candidatos ao Comitê Central de Eleições.
Para entrar no parlamento, os partidos precisam ultrapassar a cláusula de barreira, recebendo pelo menos 3,25% dos votos, o que faz com que muitos se unam, apresentando listas conjuntas.
A seguir, aquilo que você precisa saber sobre o próximo pleito:
  • Mesmo após ter sido indiciado em três casos de corrupção, o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu segue encabeçando a lista do Likud.
  • No partido Azul e Branco, de Benny Gantz, praticamente não houve mudanças na lista em relação às eleições de setembro. A exceção foi a saída do deputado Gadi Yevarkan, que se transferiu ao Likud. Yevarkan é etíope e recebeu do partido a promessa de uma cadeira no parlamento. Muitos viram no gesto uma traição à causa etíope, pois acreditam que o Likud faz pouco contra a discriminação sofrida por essa comunidade.
  • A maior novidade se deu no campo da esquerda, com a união dos dois partidos mais importantes, Avodá (Trabalhista) e Meretz. Eles vão concorrer em lista conjunta, liderada por Amir Peretz (Avodá).
  • No campo da direita, após negociações tensas que duraram até as últimas horas antes do fim do prazo, o partido de extrema direita Otzma Yehudit (Força Judaica) acabou ficando de fora do bloco sionista religioso Yamina (À direita), liderado por Naftali Bennett. Bennett, o maior opositor da entrada dos kahanistas, foi acusado pelo partido de ter  “abandonado o sionismo religioso”.
  • Avigdor Lieberman segue líder do Israel Beiteinu (Israel Nossa Casa). Representando principalmente o eleitorado de origem russa, tem posições seculares e de direita, o que dificulta sua entrada em coalizões com partidos religiosos ou de esquerda. Nas últimas eleições, recusou-se a formar governo tanto com Netanyahu quanto com Gantz, pois suas exigências não foram atendidas.
  • Os quatro partidos predominantemente árabes juntaram-se novamente. Nas eleições passadas, tornaram-se a terceira maior força do parlamento israelense, com 13 cadeiras. Embora os partidos árabes, em geral, não integrem coalizões governamentais, há poucos meses seu líder Ayman Odeh manifestou apoio ao Azul e Branco, de Gantz, para se livrar de Netanyahu.
  • Os dois partidos ortodoxos, Judaísmo da Torá Unida e Shas, são liderados por Yaakov Litzman e Arye Dery, respectivamente.
  • Depois de cinco eleições nas quais uma mulher liderou pelo menos um dos principais partidos, dessa vez elas ficaram de fora.
  • A analista política Tal Schneider afirmou que, pela primeira vez na história de Israel, o bloco com mais candidatas mulheres no topo da lista era religioso de direita – o Yamina. Schneider observou que, entre os 12 primeiros lugares, o partido tem seis mulheres, enquanto o bloco de esquerda tem apenas quatro.

Artigos Relacionados


E eu com isso? #69: Israel em pauta: Anexação e julgamento de Bibi

Calendar icon 2 de julho de 2020

Arrow right icon Leia mais

IBI realiza debate “Quebrando o tabu sobre Israel”

Calendar icon 10 de maio de 2018

Com participação de Guilherme Melles, Alexandra Nigri e Michel Gherman

Arrow right icon Leia mais

As diversas correntes do sionismo foram tema da 7ª aula do curso do IBI no RJ

Calendar icon 11 de outubro de 2018

No dia 05/10, no sétimo encontro do curso de formação do IBI no Rio de Janeiro, Michel Gherman continuou sua aula sobre o movimento nacional judaico, aprofundando nas discussões sobre suas diversas correntes e práticas. Inicialmente, tratou-se daquele que é considerado o “pai do sionismo”, Theodor Herzl, mas numa outra perspectiva, buscando redimensionar suas contribuições. […]

Arrow right icon Leia mais