Alguém que posa ao lado da bandeira de Israel é capaz de flertar com a ideologia nazista?

Alguém que posa ao lado da bandeira de Israel é capaz de flertar com a ideologia nazista?
Até agora, muita gente poderia pensar que não. Entendido quase como um ato heroico, de amor ao povo judeu, aquele que levanta a bandeira azul e branca estaria imune a discursos antissemitas.
Porém, a cena que você verá a seguir é uma das provas mais contundentes de algo que a gente costuma repetir nesta página: discursos antissemitas podem, sim, conviver com a bandeira de Israel.
Se ainda faltavam elementos que deixassem isso claro, agora não há mais espaço para dúvidas: num vídeo do final do ano passado, o então chefe da secretaria especial de cultura Roberto Alvim deseja “feliz natal” ao lado da família e seu filho está vestindo uma camiseta com uma bandeira de… Israel!
É isso mesmo: aquele que, poucas semanas depois, fez referências ao nazismo, parafraseando o ministro da propaganda Joseph Goebbels ao som da opera de Wagner elogiada por Hitler, aparece junto ao filho usando uma camiseta do Estado judeu!
Isso soa contraditório apenas para quem ainda não percebeu que a bandeira do país representa, para essas pessoas, algo muito diferente do que aquilo que ela representa para a maioria dos judeus.
Ou seja, não há mais desculpas para apoiar quem quer que seja por seu suposto “amor a Israel”. A bandeira do estado Judeu pode conviver com discursos antissemitas. A partir de agora, isso não pode mais passar despercebido.
Artigos Relacionados
Como a alimentação aproxima e distancia israelenses e palestinos
18 de janeiro de 2018
Um exemplo é a disputa pela identidade cultural do falafel e do humus
IBI promove seder de Pessach em parceria com o projeto MeuAmigoRefugiado, da ONG Migraflix
29 de abril de 2019
O jantar teve a participação da família de Fátima Ismail, síria de origem curda
O legado de Trump inclui antissemitismo?
20 de janeiro de 2021
Quem achou que 2021 seria um ano mais calmo, levou um balde de água fria logo no dia 6 de janeiro, quando centenas de apoiadores de Donald Trump invadiram o Capitólio, sede do Congresso nos Estados Unidos. Grupos diferentes se juntaram, como QAnon, Masculinistas e até gente com camiseta fazendo alusão a Auschwitz. Os Estados […]