Atividades religiosas em meio à pandemia

Além da luta contra o coronavírus, Israel trava uma luta cultural em tempos de epidemia. Tal qual acontece no Brasil, o governo israelense esta tentando restringir ao máximo as rezas e atividades de culto religioso para conter a disseminação do vírus. Acontece que, para alguns grupos em Israel, principalmente os membros de algumas seitas ultra-ortodoxas, os mandamentos religiosos têm muito mais peso do que as ordens do governo.
Assim, enquanto há diminuição das ações públicas, alguns grupos ultra-ortodoxos mantêm suas atividades em pleno funcionamento. Se até ontem a tendência parecia de diminuição total das atividades, há pouco o Rabino Kamineski, líder dos ultra-religiosos lituanos (grupo amplo e numeroso), determinou que as yeshivot e sinagogas deveriam permanecer abertas.
Fica a pergunta: como reagir a esses grupos religiosos em um país multicultural, em que há liberdade de culto para todos e autonomia para grupos minoritários? Essa é uma questão que também cabe ao Brasil.
Artigos Relacionados
Israel é tema de questão no Enem
5 de novembro de 2018
Quem acompanha o IBI sabia responder
Netanyahu tenta recuperar popularidade e evitar protestos distribuindo dinheiro
20 de julho de 2020
TEL AVIV – A pandemia do novo coronavírus está cada vez mais misturada com política, em Israel. Como em todo o mundo, aliás. Em 2020, poderíamos pensar que a civilização teria avançado o suficiente para não politizar surtos de doenças. Mas não. Estamos em uma era de polarizações, o que inclui até mesmo pandemias. Mas […]
Boicote a Israel é o tema do novo episódio do podcast do IBI, com participação de Assucena Assucena
15 de janeiro de 2020
Boicote. Desinvestimento. Sanções. São essas as palavras que formam a sigla BDS, uma campanha que prega o boicote a Israel. Neste episódio, vamos falar sobre as estratégias do movimento e consequências para a sociedade israelense. Apresentação: Anita Efraim e Marília Neustein. Com Assucena Assucena, vocalista da banda As Bahia e a Cozinha Mineira. […]