Há diversas formas de se queimar a bandeira de Israel
Há diversas formas de se queimar a bandeira de Israel.
De um lado, de forma literal, ateando fogo, como fizeram mais de uma vez setores sectários da esquerda brasileira.
De outro lado, há formas metafóricas de se queimar a flâmula israelense, como usá-la em manifestações com as quais não tem nenhuma relação.
Se queimando a bandeira, de maneira literal, vemos fumaça e cinza, ao fazê-lo de forma metafórica os prejuízos podem ser menos visíveis num curto prazo, mas são tão graves quanto.
Nesse último domingo, em diversas cidades brasileiras, a bandeira de Israel foi vilipendiada e queimada em manifestações organizadas pela extrema-direita. Nos atos de cunho antidemocrático e com exaltações à ditadura militar e ao AI-5, saltava aos olhos a bandeira azul e branca.
Os manifestantes, no entanto, hasteavam uma Israel imaginária, com pouquíssima relação com a Israel real – diversa, complexa e contraditória. Ignoravam as conquistas feministas, os direitos LGBT’s e outros tantos que colocam a Israel contemporânea a milhares de quilômetros das agendas defendidas por grupos extremistas nas ruas do Brasil.
Mas não é somente isso.
A utilização da bandeira do Estado judeu em atos que pedem a volta do AI-5 deturpa e ofende a memória de Ana Rosa Kucinski, de Iara Iavelberg, de Vlado Herzog e de todos os outros judeus mortos e torturados pela ditadura.
Ainda pior, essas bandeiras foram erguidas na véspera do Yom HaShoá (Dia de Lembrança do Holocausto), desrespeitando a memória dos judeus e das judias que, segurando a bandeira com a Estrela de David, resistiram aos nazistas e lutaram por um mundo mais democrático e justo.
Curiosamente, esses atos no Brasil aconteceram justamente quando milhares de Israelenses erguiam as mesmas bandeiras em Tel-Aviv, mas defendendo um Estado de Direito e democrático.
Seria mais interessante se essa Israel fosse levada em consideração.
Artigos Relacionados
Segundo episódio da série sobre conversão do podcast “E eu com isso?” conta a história de Luiza Rizzi
30 de julho de 2020
Esse episódio é o segundo da série sobre conversão do “E eu com isso?”. Depois de explicar a visão religiosa do judaísmo sobre a conversão, é dia de ouvirmos uma história de alguém que concretizou essa escolha. Anita Efraim e Marília Neustein conversaram com a Luiza Rizzi, brasileira que vive em Israel há um ano […]
Lançamento do livro da mãe de Amos Gitai, na Mostra, contou com o apoio do IBI
25 de outubro de 2019
O Instituto Brasil-Israel é um dos apoiadores do lançamento do livro “Em tempos como estes”, com as cartas de Efratia Gitai, mãe de Amos Gitai. O lançamento – que ocorreu na última quarta-feira durante a Mostra Internacional de Cinema de SP, contou com a presença do cineasta israelense e com a leitura das cartas intepretadas […]