“Fake news” acusam Israel de ser o responsável pela explosão em Beirute

“Fake news” costumam soar convincentes pois são produzidas, em geral, a partir de uma colagem de fatos verdadeiros.
E tornam-se ainda mais sedutoras em meio a uma situação de incerteza, quando faltam informações precisas sobre o conteúdo narrado.
Além disso, servem também para confirmar estereótipos que já circulam socialmente, o que impulsiona o seu alcance.
Assim, uma explosão de causas desconhecidas (verdadeira) e um tweet com uma mensagem pouco clara sobre outro evento (verdadeiro) tornam-se prato cheio para interpretações precipitadas e esdrúxulas.


Eis que já tem gente acusando Israel de ser o responsável pela explosão em Beirute, ainda que informações preliminares da própria imprensa libanesa indiquem tratar-se de um acidente em um depósito de fogos de artifício, sob investigação.
Para a “fake news” funcionar, existe a necessidade de alguns apagamentos: além das informações da imprensa libanesa, as negativas de envolvimento por parte do governo de Israel, da cúpula de segurança geral do Líbano e do próprio Hezbollah.
Reafirmamos nossos mais profundos sentimentos às vítimas dessa tragédia.
Artigos Relacionados
Caso IstoÉ: antissemitismo ou não?
21 de novembro de 2019
Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda na Alemanha Nazista entre 1933 e 1945, o período em que Adolf Hitler estava no poder. Fabio Wajgarten, atual secretário de comunicação do governo Jair Bolsonaro. Por que estamos falando sobre os dois ao mesmo tempo? Porque alguém fez isso antes de nós. No dia 8 de novembro, a revista […]
Coordenador do IBI participa de Seminário Internacional da Marcha da Vida na Polônia
2 de maio de 2019
Rafael Kruchin embarcou, nesta semana, rumo à Polônia para representar o IBI no seminário internacional da Marcha da Vida sobre a Shoá e o combate ao antissemitismo e à intolerância. A conferência acontece de 28/04 a 03/05 e reúne jovens lideranças para discutir os temas com diretores educacionais e seu impacto global. Kruchin será o único […]