Relembrar para não esquecer: 83 anos da “Noite dos Cristais”
Hoje, há exatos 83 anos, Joseph Goebels, o ministro responsável pela propaganda do governo de Hitler, aproveitou o assassinato do diplomata alemão Ernst von Rath, morto pelo judeu Herschel Grynszpan, para justificar e ordenar ataques das unidades paramilitares nazistas contra a população judia na Alemanha e na Áustria.
Os judeus já vinham sofrendo ataques antissemitas e o assassinato do diplomata alemão foi como um “estopim” para os nazistas, que se aproveitaram da situação para iniciar os ataques de maneira sistemática e em massa. Um espécie de pogrom organizado.
Essa chacina antissemita, ou esse grande pogrom, que começou no dia 9 e terminou no dia 10 de novembro 1938, ficou conhecida como a “Noite dos Cristais”, e é considerada como um marco do início, um prenúncio e uma prova da crueldade que seria o regime nazista de Adolf Hitler.
É estimado que o número de vidas perdidas varie entre algumas centenas e 1.300 pessoas assassinadas ou forçadas ao suicídio – muito mais do que as 91 mortes declaradas oficialmente após os ataques. Nesse pogrom também foram destruídas e depredadas aproximadamente 1.400 sinagogas e salas de oração, e 7.500 estabelecimentos judaicos.
Após a “Noite dos Cristais”, cerca de 30 mil pessoas judias – em sua maioria homens – foram levadas para campos de concentração. O nome “Noite dos Cristais” dado a esse pogrom faz menção aos cacos de vidros que se espalharam pelas grandes cidades alemãs, decorrentes da destruição de vidraças de lojas que pertenciam a judeus.
Artigos Relacionados
Projeto Henry Sobel promove live sobre os 50 anos da chegada do Rabino ao Brasil
12 de agosto de 2020
Encontro virtual reúne lideranças da Comunidade Judaica para celebrar a trajetória de Sobel
Live com Joyce Pascowitch
27 de julho de 2020
Na quinta-feira, dia 23/07, às 17h, Marília Neustein conversa com Joyce Pascowitch sobre o tema “Minha identidade judaica”. Acompanhe pelo Instagram @institutobrasilisrael.
Os judeus e o PSOL
26 de novembro de 2020
A cidade de São Paulo está no meio da corrida do segundo turno pela prefeitura. De um lado, Bruno Covas, do PSDB. Do outro, Guilherme Boulos, do PSOL. Em 2016, no Rio de Janeiro, de um lado estava Marcelo Freixo, do PSOL, do outro, Marcelo Crivella, do Republicanos. Nos dois cenários, a comunidade judaica se […]