Nosso papel com os refugiados
Pessach acabou de passar. Nessa festa judaica, relembramos anualmente que os nossos antepassados hebreus, estrangeiros e escravizados no Egito, foram libertos e puderam enfim se constituir como uma nação. Essa não foi a primeira vez em que o povo judeu esteve nessa condição de deslocamento, narrativas assim estão presentes em muitos outros momentos da história judaica.
Durante décadas de antissemitivo na Europa que antecederam o surgimento do nazismo, o povo judeu foi visto como estrangeiro. Anos mais tarde, os judeus e judias de origem Mizrahi, expulsos de países árabes como resposta à fundação do Estado de Israel, tornaram-se refugiados em outros países. E até hoje, chamamos de diáspora qualquer lugar fora de Israel.
No episódio do podcast do IBI desta semana, as apresentadoras Ana Clara Buchmann e Amanda Hatzyrah conversaram sobre a condição de se estar refugiado a partir de uma experiência judaica e atual com Laura Waisbich, doutora em Geografia pela University of Cambridge, mestra em Ciência Política pelo Sciences Po Paris e internacionalista pela PUC-SP, e o Rabino Natan Freller, da comunidade Etz Chaim.
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