A mudança de narrativa do Hamas é chave para se interpretar a onda de violência e ataques terroristas que vêm se sucedendo em Israel
Yahya Sinuar, que foi reeleito em 2021 para ser líder do Hamas na Faixa de Gaza, se posicionou como uma das lideranças do Hamas que tentavam fazer sinalizações por pragmatismo, não de um acordo de paz com Israel, mas que indicava que haveria uma espécie de trégua prolonga entre as duas nações
Porém, nos últimos meses parece haver algumas mudanças tanto no Hamas quanto na Autoridade Nacional Palestina. Ao que tudo indica, o afastamento de Bibi Netanyahu e dos acordos pontuais que esse governo tinha com o Hamas, prejudicaram a imagem do líder e deixaram ele em uma situação de isolamento. O próprio presidente da Autoridade Nacional Palestina passa por um processo ainda muito sensível e pouco efetivo, mas de fortalecimento.
A presença de membros de uma parte árabe dentro da coalizão de Israel deu sensação de que essa questão palestina, muçulmana, era quase uma consideração dentro do Estado de Israel
No último discurso de Sinuar, tudo isso ficou claro, pois é um discurso que cruza todas as fronteiras possíveis imaginárias. O líder exige que palestinos, muçulmanos e árabes-israelenses, saiam de casa armados, com facas, se não tiverem armas, para matarem israelenses. Sinuar começa a falar também sobre a decisão, que segundo ele Israel teria tomado, de produzir uma guerra religiosa, que na linguagem do Hamas se transforma em guerra santa.
A ideia do Hamas é que Israel, nessa narrativa que estão vendendo, pretende dividir a Esplanada das Mesquitas e colocar sob ameaça a Mesquita de Al-Aqsa. Isso promove uma mobilização muito grande de palestinos e eventualmente de árabes-israelenses.
É uma narrativa baseada em negacionismo histórico, em falseamento da História, mas também em outros discursos que surgem dentro da sociedade israelense.
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