#175 Mr. Catra, a margem e a escolha por ser hebreu
Dono de um timbre extremamente grave, Mr. Catra (1968-2018) ficou famoso pela criação de diversos hits do funk que embalaram toda uma geração.
Uma faceta menos conhecida do artista, foi sua conversão informal ao judaísmo, após uma viagem a Israel. “Foi através do judaísmo que Mr. Catra elaborou a relação entre brancos e negros”, diz a antropóloga cultural Mylene Mizrahi, autora do artigo “Mr. Catra e sua vontade pela margem: Judaísmo, negros e brancos na formação de um artista não erudito”, convidada desta edição de nosso podcast “E eu com isso?”, que para formular sua tese de doutorado, acompanhou o artista por inúmeros shows, baladas e gravações em estúdio.
Mr. Catra morreu deixando 32 filhos legítimos, algo que muita gente associava a uma vertente do judaísmo salomônico.
“Ele se definia como hebreu. Não tem nada a ver com neopentecostalismo. Estava interessado em produzir um discurso político por meio de uma retórica religiosa. E para ele, o judaísmo se coloca entre ocidente e oriente, entre dois mundos. Essa busca era muito cara a ele”, diz Mylene.
Ouça a entrevista completa no Spotify, Apple Podcast, Google Podcast ou no seu agregador favorito!
Artigos Relacionados
Dica cultural: Suzana Salama, editora, indica o fime “Em Toda Parte” do franco-israelense Yvan Attal
7 de maio de 2020
“ISRAEL, SIONISMO E ORIENTE MÉDIO” – Com Celso Garbarz e Guilherme Casarões
31 de agosto de 2020
Miss transgênero árabe-cristã afirma que tem sorte de ser israelense
20 de junho de 2017
Talleen Abu Hana, ganhadora do Miss Trans Israel em 2016, começou sua jornada como um menino cristão árabe crescendo em Nazaré