Ataques terroristas na Cisjordânia trazem ainda mais obstáculos de diálogo para paz na região
Para Instituto Brasil-Israel, ódio tem se expandido nos dois lados do conflito, alimentando ação de extremistas
O último domingo, 26, foi marcado por atentados terroristas na região da Cisjordânia. O primeiro, realizado por palestinos, deixou dois jovens judeus mortos perto da colônia de Ariel.
Em seguida, colonos judeus incendiaram prédios e carros na aldeia de Hawara. O ataque deixou um morto e 300 feridos. A ação foi considerada uma retaliação.
Em nota, o Instituto Brasil-Israel (IBI) destaca que “a situação na Cisjordânia não pode ser considerada tranquila há anos, em especial com a expansão de assentamentos. Mas, nas últimas semanas, o clima ficou ainda mais tenso, já que há um enfrentamento em curso entre extremistas palestinos e extremistas israelenses. Esses não pregam o diálogo, mas a violência”.
“Enquanto a Autoridade Palestina perde força, grupos terroristas ganham espaço na sociedade palestina e nas suas estruturas de poder. Em Israel, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e outros ministros se colocaram contra a ideia de fazer justiça com as próprias mãos. Ao mesmo tempo, setores do novo governo igualmente incentivam uma mentalidade de retaliação e força”, informa o IBI.
“A situação tem ficado cada vez mais delicada. Muito nos preocupa perceber que o ódio tem se expandido nos dois lados do conflito, alimentando extremistas, o que cria obstáculos ainda maiores para qualquer avanço de diálogo em busca da paz”, ressalta o instituto.
No mesmo domingo, 26, em comunicado assinado conjuntamente, autoridades israelenses e palestinas se comprometeram em “evitar novos atos de violência”, buscando restabelecer a calma nos territórios palestinos após o crescimento da tensão e de ataques na região.
O comunicado foi produzido em reunião que também teve as presenças de autoridades jordanianas, egípcias e americanas. Na ocasião, representantes do governo de Israel e da Autoridade Nacional Palestina “confirmaram a vontade e o compromisso conjunto” de acabar com as medidas unilaterais durante um período de três a seis meses. O comunicado cita ainda o compromisso do lado israelense de interromper o debate sobre a criação de novos assentamentos durante quatro meses e de não regularizar assentamentos ilegais por seis meses.
Mais informações para a imprensa:
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