Protestar contra violência: o que muda?
06 dez 18

Protestar contra violência: o que muda?

Giovahnna Ziegler

Na terça-feira, 4 de dezembro, eu estive em Tel Aviv ao lado de outras milhares de pessoas, protestando contra o machismo, a misoginia e a violência contra a mulher.

Enquanto a internet, como sempre, bravejava seus discursos de ódio e piadas sexistas, um comentário me perturbou. Um rapaz que perguntava “mas o que isso muda?”.

Hoje, eu tenho a resposta: muda tudo, amigo.

Saber que estamos unidas por um bem comum nos dá força. E força muda tudo.
Saber que nossas vozes foram ouvidas mundo afora, em tempos onde os governantes estão morrendo de medo de escândalo, nos dá confiança. E confiança muda o mundo.
Saber que colocamos pressão nos responsáveis que irão punir os assassinos nos dá a sensação que todo mundo vem buscado: ver sentido nos nossos atos.

Vivendo em um mundo virtual, a gente tende a esquecer da verdadeira interação entre as pessoas e duvidar de nossos atos.

Ontem eu mudei algumas coisas. O seu comentário, amigo, seu comentário não mudou nada.

Artigos Relacionados


Colaborador do IBI dá entrevista ao jornal The Algemeiner

Calendar icon 17 de outubro de 2018

Guilherme Casarões analisou posicionamento de Jair Bolsonaro em relação a Israel

Arrow right icon Leia mais

Netanyahu e a recente escalada de violência entre Israel e Palestina

Calendar icon 14 de maio de 2021

Por Karina Calandrin

Arrow right icon Leia mais

Entrevista com o historiador e museólogo brasileiro Avraham Milgram

Calendar icon 17 de dezembro de 2018

Arrow right icon Leia mais