Protestar contra violência: o que muda?
Giovahnna ZieglerNa terça-feira, 4 de dezembro, eu estive em Tel Aviv ao lado de outras milhares de pessoas, protestando contra o machismo, a misoginia e a violência contra a mulher.
Enquanto a internet, como sempre, bravejava seus discursos de ódio e piadas sexistas, um comentário me perturbou. Um rapaz que perguntava “mas o que isso muda?”.
Hoje, eu tenho a resposta: muda tudo, amigo.
Saber que estamos unidas por um bem comum nos dá força. E força muda tudo.
Saber que nossas vozes foram ouvidas mundo afora, em tempos onde os governantes estão morrendo de medo de escândalo, nos dá confiança. E confiança muda o mundo.
Saber que colocamos pressão nos responsáveis que irão punir os assassinos nos dá a sensação que todo mundo vem buscado: ver sentido nos nossos atos.
Vivendo em um mundo virtual, a gente tende a esquecer da verdadeira interação entre as pessoas e duvidar de nossos atos.
Ontem eu mudei algumas coisas. O seu comentário, amigo, seu comentário não mudou nada.
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