Elisa Goldman fala sobre o nacionalismo palestino na 4ª aula do curso do IBI no RJ
A professora Elisa Goldman ministrou a quarta aula do curso de formação do IBI no Rio de Janeiro no dia 14/09. Depois de discutirmos nos encontros anteriores questões mais amplas como nacionalismo, imperialismo e o Oriente Médio, abordamos mais detalhadamente a consciência e o movimento nacional palestino.
Buscando afastar perspectivas orientalistas ou simplificadoras, o processo de formação da consciência e do movimento nacional palestino foram tratados em sua devida complexidade e legitimidade. Trata-se de um movimento múltiplo que consolida uma identidade nacional e diversa, assim como qualquer outra. Todavia, ao contrário de outros movimentos nacionais, ainda não consolidou seu Estado-Nação.
A professora destacou como este é um tema que ainda levanta muitos debates e questões. Elisa apresentou algumas das principais perspectivas à respeito, baseada nas visões de Peter Demant, Rashid Khalidi, François Massoulié e Edward Said. Elas se diferenciam na relação que constroem entre o movimento sionista e o movimento nacional palestino e na periodização do surgimento e consolidação de sua consciência nacional.
Ademais, ela destacou os diversos grupos que compõe atualmente e no passado a sociedade civil palestina, entre laicos e religiosos, de esquerda e direita. Sempre tratou-se de uma sociedade múltipla e vibrante, que interagiu com as diversas tendências da região. Como por exemplo, o próprio nacionalismo que se desenvolve e ganha força no final do século XIX, o pan-arabismo e a descolonização durante o século XX e o fortalecimento de perspectivas do Islã político mescladas ao nacionalismo mais recentemente.
p.p1 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; font: 12.0px Helvetica}
p.p2 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px}
Por fim, foi reconhecida a centralidade da Nakba no discurso palestino e discutida suas implicações e reivindicações políticas. Porém, tomamos como contraponto o lugar da Shoa na narrativa sionista, de modo a pensar o lugar das catástrofes no nacionalismo e os paralelos que unem e separam Palestina e Israel.
Artigos Relacionados
Karina Calandrin, colaboradora do IBI, fala sobre o novo governo de Israel no programa America News
9 de julho de 2021
ESPIONAGEM VIA CELULAR: O Caso Pegasus e suas Implicações Dentro e Fora de Israel
31 de julho de 2021
Não em meu nome
30 de junho de 2020
Quem são estes que hoje se arvoram como líderes do sionismo? Onde estavam nos momentos decisivos deste refúgio propugnado há mais de século pelos pais de um sionismo humanitário que, mesmo considerando as agressões dos oponentes, se fazia sempre “a favor” e não “contra”? A favor de um lar nacional para este povo milenarmente exilado, […]