“Entre Tel-Aviv e Jerusalém: Ortodoxos vs. seculares” é tema da terceira aula do curso do IBI na Unibes
No dia 24/10, a Profa. Marta Topel, diretora do Centro de Estudos Judaicos da USP, ministrou a aula “Entre Tel-Aviv e Jerusalém: Ortodoxos vs. seculares” no curso do IBI em parceria com a Unibes Cultural.
Topel chamou atenção para a disputas envolvendo judeus seculares e ortodoxos em Israel, fundamentais para entender a complexidade da sociedade israelense, mas muitas vezes ofuscadas pela divisão étnico-religiosa entre árabes e judeus ou pelo conflito nacional entre israelenses e palestinos.
p.p1 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 14.0px Times}
p.p2 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 14.0px Times; min-height: 18.0px}
Para se ter ideia do peso dessas disputas em Israel, recentemente, a diferença entre judeus ortodoxos e seculares foi motivo de dissolução do governo do primeiro ministro Benjamin Netanyahu. O partido secular Yisrael Beitenu, do ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman, tentou aprovar uma lei obrigando jovens judeus ortodoxos a participarem do serviço militar obrigatório. A proposta incomodou os integrantes ortodoxos do governo e não foi aprovada. Assim, Liberman e outros membros do partido deixaram a coalização e o parlamento foi dissolvido.
As disputas entre ortodoxos e seculares permeiam diversas esferas da sociedade israelense, e explicam parte significativa das tensões políticas, territoriais e religiosas em Israel.
Artigos Relacionados
Omar Thomaz discute conceitos de apartheid e genocídio em aula em SP
21 de junho de 2019
Os conceitos de termos como “genocídio” e “apartheid”, comumente usados para exemplificar processos e conflitos em territórios ao longo da História, foram a base da discussão proposta pelo professor do departamento de Antropologia da Unicamp, Omar Thomaz, na aula ministrada na última quinta-feira (13), no curso do IBI, em São Paulo. No começo de sua […]
Suffot be’Pennsylvania
29 de outubro de 2020
Em 1881, durante três dias os judeus de Kiev sofreram o inferno na Terra. Após o assassinato do Czar Alexandre II, a União dos Trabalhadores do Sul da Rússia espalhou panfletos na cidade que diziam: “Irmãos trabalhadores. Vocês estão espancando os judeus, mas o fazem de maneira indiscriminada. Não se deve agredir o judeu por […]