Grupo ligado ao tráfico de drogas passou a intitular as áreas sob seu controle de “Complexo de Israel”

Símbolos judaicos e israelenses acabam de se fazer presentes em outro lugar na intricada estrutura política-religiosa-criminosa do Rio de Janeiro.
Um grupo ligado ao tráfico de drogas passou a intitular as áreas sob seu controle de “Complexo de Israel”.
Alinhado a perspectivas evangélicas, busca impor a religião em cinco comunidades, onde vivem cerca de 134 mil pessoas: Cidade Alta, Vigário Geral, Parada de Lucas, Cinco Bocas e Pica-pau.
Não é de hoje que facções do crime utilizam referências de países ou nações para se autodefinirem e definirem os seus inimigos. Mas é claro que tais referências nada têm a ver com os países e nações evocados. Tudo está no campo simbólico.
Estrelas de David e bandeiras de Israel nesse caso nada têm a ver com o judaísmo ou com o Estado de Israel. Forja-se aí um imaginário, idealizado a partir das ideias de força, invencibilidade e redenção. Coisa com a qual já estamos acostumados no Brasil contemporâneo.
Foto de matéria do G1.
Artigos Relacionados
Curso do IBI no Rio: aula de Alexandre Rodrigues aborda nacionalismos
6 de setembro de 2018
Saiba como foi a terceira aula do curso de formação
Webinar: Derrubar monumentos? Cidade, memória, patrimônio e racismo no Brasil e em Israel
2 de julho de 2020
27.086 pessoas serão homenageadas na Dia da Lembrança dos Soldados Mortos de Israel e das Vítimas do Terrorismo
13 de abril de 2021
Hoje é celebrado o Dia da Lembrança dos Soldados Mortos de Israel e das Vítimas do Terrorismo. Às 20h, horário de Israel, sirenes soarão para um minuto de silêncio. Em 2021, o número de vítimas chegou a 23.928 soldados, com a inclusão, no último ano, de 43 pessoas do exército israelense e 69 veteranos que […]