Judeus apoiam mais o partido democrata do que protestantes, católicos e ateus, diz analista de política internacional sobre eleitorado americano

No dia 3 de novembro, os Estados Unidos irão às urnas escolher quem será presidente do país pelos próximos quatro anos. De um lado, o republicano Donald Trump tenta a reeleição. Do outro, está Joe Biden, democrata que foi vice de Barack Obama.
Grande aliado de Israel, os Estados Unidos tem 5 milhões de judeus, maior comunidade judaica fora de Israel. Por isso, o episódio dessa semana do podcast busca explicar como essa eleição influencia o mundo judaico como um todo, além da política externa israelense.
Anita Efraim e Ana Clara Buchmann conversaram com Roberto Simon que é diretor sênior de políticas públicas do Conselho das Américas, é de Nova York e é analista de política internacional, além de mestre em políticas públicas pela Universidade de Harvard. Segundo ele, “os judeus sempre votaram no partido democrata”. Retomando as últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos, em 2020, 80% dos judeus votaram em Al Gore (democrata); em 2004, aproximadamente 75% dos judeus votaram em John Kerry (democrata); em 2008, Barack Obama (democrata) ganhou quase 80% do voto judaico; em 2016, mais de 70% dos judeus americanos votaram em Hillary Clinton (democrata). “É de se esperar que agora, com o Joe Biden, esse número vai ser ainda maior”, diz Roberto sobre a porcentagem de judeus que votarão no partido democrata nas eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2020.
Onde ouvir
Artigos Relacionados
E eu com isso? #209 O lugar da mulher na comunidade judaica
9 de março de 2023
É complicado falar de Dia Internacional da Mulher sem cair em clichês. O que a gente insiste em dizer sempre é que não é um dia de comemoração, mas um dia de luta e de conscientização. E, não, a gente não falou disso o suficiente, o caminho ainda é longo. Hoje, a gente quer falar […]
Eles não vão parar
28 de maio de 2020
Eles não vão parar. A recorrência escancara o método. Aqueles que incorporam a linguagem e a estética nazista agora acusam os outros da mesma coisa para se vitimizarem. É pior do que banalização. É perversão.