47 anos da Guerra de Yom Kipur

Em 1973, há exatos 47 anos, Israel foi testemunha de uma das experiências mais traumáticas de sua história. O Ministro da Defesa, Moshe Dayan, conhecido como herói da guerra de 1967, anunciou que Israel poderia estar à beira da destruição de seu Terceiro Templo.
Dayan falava da invasão, pelo sul e pelo norte, de exércitos árabes, no que ficou conhecida como a “Guerra de Yom Kipur”. Tropas sírias, ao norte, avançavam pelo Golan em direção à Galiléia, e ao sul, tropas egípcias entravam pelo Sinai e muravam as cidades do Negev.
Três semanas e quase três mil mortos depois, Israel conseguiu recuperar os territórios tomados, mas a guerra pegou o país completamente desprevenido e se transformou em uma cicatriz, um trauma nacional que mudou o futuro de Israel.
A percepção de si como um Estado forte, capaz de lidar com seus inimigos, que ganhou o sentimento nacional israelense em 67, foi substituída pela possibilidade da derrota, reativando o trauma da iminência da destruição e alterando o sentimento nacional dominante até então.
Artigos Relacionados
“A mudança é impossível sem os árabes”
6 de outubro de 2017
Leia trechos da entrevista com o membro do Knesset e líder da Lista Conjunta, Ayman Odeh, ao jornal Fathom
“Nunca me contaram” ou a história inteminável dos comentários de Seth Rogen sobre Israel
5 de agosto de 2020
Por Leonel Caraciki
O que tem de verdade em “Minha Vida Nada Ortodoxa”?
28 de julho de 2021
Anita Efraim e Ana Buchmann conversaram com Marcela Zanetti e Camila Assayag