Suprema Corte de Israel libera que casais homoafetivos tenham filhos por meio de “barriga solidária”
13 jul 21

Suprema Corte de Israel libera que casais homoafetivos tenham filhos por meio de “barriga solidária”

IBI

No último domingo (11/07), a Suprema Corte de Israel liberou que casais homoafetivos tenham filhos por meio de “barriga solidária”, encerrando uma batalha judicial de uma década travada por grupos ativistas dos direitos LGBTQIA+ no país.

A “barriga solidária”, na qual a pessoa que gestará a criança não pode ser remunerada, já era permitida para casais heterossexuais e mulheres solteiras. A lei excluía casais homoafetivos, que, por vezes, recorriam a mães de aluguel no exterior.

A nova coalizão do governo de Israel é uma mistura de partidos que divergem em diversos tópicos, como as questões LGBTQIA+. O partido islâmico Ra’am, por exemplo, se opõe aos direitos dos homossexuais. Já o Ministro da Saúde, Nitzan Horowitz, membro do Meretz, é assumidamente gay e comemorou a decisão da Suprema Corte israelense em seu Twitter: “a discriminação contra casais homoafetivos e pais solteiros chegou ao fim”.

O Agudá, um grupo de direitos LGBTQIA+ em Israel, parceiro do Gaavah (coletivo judaico LGBTQIA+ do IBI), classificou a decisão do tribunal como um “marco histórico em nossa luta pela igualdade”. Mas o grupo também lembrou, no Twitter, que as pessoas LGBTQIA+ ainda enfrentam discriminação nos direitos de adoção e casamento. “Nossa luta continuará até a plena igualdade de direitos”, escreveu o grupo.

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