“Nem genocídio, nem apartheid: o risco da excepcionalização de Israel” foi tema da 7ª aula do curso de formação do IBI em SP
IBI“Nem genocídio, nem apartheid: o risco da excepcionalização de Israel” foi o tema da sétima aula do curso de formação do IBI em São Paulo, ministrada por Michel Gherman.
O historiador da UFRJ iniciou o encontro com um exercício de definição de conceitos. “Qual é a matéria prima da História?”, foi uma das provocações feitas aos alunos. A partir dessa provocação, Gherman questionou o uso de termos “genocídio” e “apartheid” para definir o que se passa em Israel.
Um dos pontos de tal questionamento foi dizer que, além dos termos e suas respectivas utilizações serem sempre disputados, há um equívoco na relação direta que se estabelece entre eles e o sionismo.
Grande parte do movimento crítico a Israel atribuí ao sionismo a característica de um projeto genocida e de apartheid, tratando-o como a expressão máxima do projeto sionista, como se esta fosse sua “matéria-prima”.
Para o professor e colaborador do IBI, grande parte do equívoco está aí: no não reconhecimento da pluralidade do sionismo, movimento que, desde o princípio, conta com diferentes “versões”, interpretações e modelos, devendo ser referido no plural, Sionismo-S, e não no singular.
Artigos Relacionados
Na linha de frente do antissemitismo progressista
21 de novembro de 2019
Sou um jovem judeu, gay e de esquerda. No entanto, sou chamado de “facilitador do apartheid”, “matador de bebês” e “apologista colonial”
O novo primeiro ministro de Israel, Naftali Bennett, realizou a primeira reunião de gabinete
15 de junho de 2021
Bisneto de Oswaldo Aranha fala sobre os 70 anos da Partilha
13 de novembro de 2017
Embaixador brasileiro conduziu sessão na ONU que formalmente dividiu a Palestina britânica em dois Estados