Entrevista com Rami Kleinstein
O que significa ser o símbolo da israelidade na música israelense por tantos anos? É muita responsabilidade?
Quando eu comecei a gravar e fazer shows, aos 24 anos, queria que minhas músicas projetassem minha personalidade e meu talento. Músicas sobre amor, relacionamentos e questões sociais preencheram minha playlist de 33 anos. À medida que fui amadurecendo, ao longo dos anos, esse símbolo de israelidade foi atribuído a mim, o que é uma grande honra. Nasci nos EUA e, como Oleh Hadash, a honra é ainda maior.
Você considera sua música uma expressão nacional ou uma expressão pessoal?
Bem, claro que dependeria da música específica que estamos vendo. Há canções de natureza pessoal e canções de natureza mais nacional.
Tem uma música que você fala sobre colher maçãs. O que você quer dizer nessa música?
(Risos) Você provavelmente está se referindo a uma música chamada Tapuchim ve Tmarim (Maçãs e Tâmaras). A música fala sobre uma mulher de coração partido, andando tristemente pelo mercado enquanto o coro canta para ela: ”Pegue algumas maçãs e tâmaras. Adoce seu dia. Ele não vale a dor que passa pelo seu coração.”
Como você acha que será a próxima geração da música israelense, a partir do que você vê no The Voice Israel? Mais oriental, com mias absorção do pop internacional, etc.?
Israel, como um país muito jovem, está passando por um crescimento cultural e os muitos estilos e estradas musicais que temos aqui são uma experiência maravilhosa. Oriental, Pop, Rock, Rap e até mesmo música judaica estão lá fora e entrelaçando uns com os outros e criando um som que é o som de Israel. Tudo é muito emocionante.
Você já sofreu boicote por ser israelense?
Lembro-me de uma ocasião, muitos anos atrás, antes de um de meus shows em Paris, que os donos do teatro foram pressionados pela comunidade árabe a não permitir que meu show ocorresse e eles tiveram que cancelar. A comunidade judaica não desistiu e meu show foi realizado em uma bela sinagoga chamada (se não me engano) Le Victoire.
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