IBI repudia discurso antissemita manifestado contra parlamentar judeu
IBINa noite de quarta-feira, dia 11/12, o vereador Daniel Annenberg, do PSDB, foi chamado de “judeu filho da puta” por Adilson Amadeu, seu colega do DEM.
Experiências como essas são compartilhadas por vítimas de racismo há gerações. Como se não bastasse a gravidade de chamar alguém de “filho da puta”, é preciso ainda reforçar a agressão, trazendo à tona a origem étnica e racial que pode ser, na visão do agressor, também uma forma de ofensa.
A colocação de Amadeu é um clássico do antissemitismo mais tradicional. Mas por que isso apareceu agora? Ora, porque discursos de ódios não ficam apenas na televisão, eles descem para a vida.
Por isso, devemos repudiar a fala do vereador e entender que ela não é um mero acaso. Ela vem junto da violência que atravessa nossos tempos e nos distancia cada vez mais de valores democráticos, colocando no mesmo lugar os negros, os LGBT, as mulheres, os índios, os umbandistas, os judeus e outras tantas minorias.
E por isso devemos nos manifestar. Por todos nós. Antes que seja tarde.
Artigos Relacionados
40 dias, 40 anos: Pessach em tempos de quarentena. Com Desirée Puosso e Milene Unikowski
6 de abril de 2020
Faça o que digo, mas não o que faço: a falta de exemplo pessoal entre os políticos em Israel
13 de abril de 2020
Um centro de pesquisas internacional apontou Israel, em certo momento desta pandemia, como o país mais seguro para estar durante a crise da COVID-19. O país tomou medidas severas cedo, isolou cidades e bairros inteiros, mandou fechar tudo (menos supermercados, farmácias e locais de trabalho fundamentais), ordenou que os cidadãos andem de máscaras e tudo […]