Conferência organizada pelo Instituto Brasil-Israel, na Universidade de Haifa, reuniu acadêmicos de seis países
A conferência Internacional “Política e religião no Brasil e nas Américas: igrejas evangélicas e suas relações com o judaísmo, sionismo, Israel e as comunidades judaicas”, que aconteceu em janeiro na Universidade de Haifa, reuniu professores de universidades de seis países: Brasil, Israel, Canadá, EUA, Alemanha e Reino Unido.
O seminário, uma iniciativa do Instituto Brasil-Israel e do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, discutiu o crescimento do sionismo cristão na América Latina e o uso político de símbolos ligados ao Estado de Israel em diversos países. Foram submetidas 40 propostas de artigos para apresentações, das quais 25 foram aceitas, divididas em três dias de evento.
Para o coordenador executivo do IBI, Rafael Kruchin, a iniciativa foi importante para avançar na discussão do Brasil atual: “Um debate acadêmico sobre as relações de grupos evangélicos com Israel e o judaísmo é um passo importantíssimo para compreendermos dinâmicas sociais que interferem diretamente na agenda política brasileira. E, portanto, na vida de todos os brasileiros”.
O reitor da Universidade de Haifa, Gustavo Mesch, também acredita que a oportunidade é um importante incentivo de fomento da pesquisa acadêmica nesta área. “Existe uma grande preocupação de que o envolvimento de outras religiões na política israelense esteja criando desafios e divisões nas comunidades judaicas no mundo e tensões no sistema político israelense. A Universidade de Haifa fica satisfeita com a oportunidade de sediar esta conferência e espera que seja o início de uma agenda de pesquisa internacional abrangente e inovadora, altamente necessária e exigida”, afirmou.
Paul Freston, keynote speaker da conferência e professor da Universidade Wilfrid Laurier, no Canadá, afirma que a relação entre evangélicos brasileiros e Israel conquistou uma visibilidade sem precedentes na sociedade e na política brasileira: “O seminário mostrou também que, longe dos holofotes e entre brasileiros comuns, as confissões religiosas vão se transformando, passando a incorporar novos elementos e a interagir umas com as outras de formas antes desconhecidas. O Brasil se revela, através dos trabalhos apresentados em Haifa, como um dos países imprescindíveis para o estudo das relações entre Israel, o judaísmo e o mundo tradicionalmente cristão”.
A cobertura dos três dias de evento está no site do IBI:
Dia 1: Sionismo cristão: o ativismo evangélico por Israel
Dia 2: O fator evangélico: do uso de símbolos judaicos à influência na diplomacia
Dia 3: As novas direita e esquerda e a força dos evangélicos no Brasil
A pauta da relação entre o sionismo cristão e Israel será retomada nos eventos do IBI ao longo de 2020. Acompanhe!
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