Atividades religiosas em meio à pandemia
Além da luta contra o coronavírus, Israel trava uma luta cultural em tempos de epidemia. Tal qual acontece no Brasil, o governo israelense esta tentando restringir ao máximo as rezas e atividades de culto religioso para conter a disseminação do vírus. Acontece que, para alguns grupos em Israel, principalmente os membros de algumas seitas ultra-ortodoxas, os mandamentos religiosos têm muito mais peso do que as ordens do governo.
Assim, enquanto há diminuição das ações públicas, alguns grupos ultra-ortodoxos mantêm suas atividades em pleno funcionamento. Se até ontem a tendência parecia de diminuição total das atividades, há pouco o Rabino Kamineski, líder dos ultra-religiosos lituanos (grupo amplo e numeroso), determinou que as yeshivot e sinagogas deveriam permanecer abertas.
Fica a pergunta: como reagir a esses grupos religiosos em um país multicultural, em que há liberdade de culto para todos e autonomia para grupos minoritários? Essa é uma questão que também cabe ao Brasil.
Artigos Relacionados
Pinkwashing: homofobia e antissemitismo
4 de junho de 2018
Bruno Bimbi critica acusações de que Israel utiliza direitos LGBT para “lavar a cara”
Yom Hashoá – Ato Central e Virtual da Comunidade Judaica de São Paulo
13 de abril de 2021
O Yom Hashoá é o Dia do Holocausto, quando se honra a memória dos que foram assassinados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Para marcar essa importante data, será realizado, no dia 07 de abril (quarta-feira), às 19h, o “Yom Hashoá – Ato Central e Virtual da Comunidade Judaica de São Paulo” A realização […]
Marta Topel aborda o multiculturalismo em Israel na 5ª aula do curso do IBI em SP
18 de setembro de 2018
Antropóloga discorreu sobre os diversos grupos que compõem a sociedade israelense