A farsa do “lobby judaico”

Ontem foi um dia difícil para os brasileiros. Durante uma pandemia mortal, o Governo Federal decidiu, por questões políticas, trocar o Ministro da Saúde. Fomos testemunhas da disputa entre ciência e posições obscurantistas.
Logo após a posse do novo Ministro, começaram a pipocar notícias, em vários órgãos de imprensa, sobre uma suposta relação entre a comunidade judaica e a sua escolha. Para reforçar os argumentos, alguns meios de comunicação chegaram a dizer que ele é judeu. Isso não é verdade, mas o ponto central é outro: o que levaria crer na existência de uma comunidade judaica monolítica? Os milhares de judeus e judias que se opuseram à eleição de Jair Bolsonaro e seguem se opondo às suas decisões não existem?
Não há uma posição única da comunidade judaica sobre esse governo. Os judeus brasileiros são múltiplos e diversos. A comunidade judaica é plural. As matérias que insinuam a existência de um “apoio” ou “respaldo” na escolha do ministro revelam, além de ignorância, preconceito e antissemitismo.
Lamentamos e repudiamos essas generalizações. Mas não apenas: nos comprometemos a lutar contra o antissemitismo, bem como contra todas as outras formas de discriminação.
Instituto Brasil-Israel
Judeus Pela Democracia-RJ
Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil “Henry Sobel”
17 de abril de 2020
Artigos Relacionados
Daniela Kresch comenta as pesquisas de boca de urna das eleições em Israel
18 de setembro de 2019
Novato Avi Gabbay vence eleições e é o novo líder do tradicional Partido Trabalhista de Israel
12 de julho de 2017
Ex-executivo de telecomunicações, político já é apontado como substituto do Primeiro Ministro Netanyahu