A farsa do “lobby judaico”
Ontem foi um dia difícil para os brasileiros. Durante uma pandemia mortal, o Governo Federal decidiu, por questões políticas, trocar o Ministro da Saúde. Fomos testemunhas da disputa entre ciência e posições obscurantistas.
Logo após a posse do novo Ministro, começaram a pipocar notícias, em vários órgãos de imprensa, sobre uma suposta relação entre a comunidade judaica e a sua escolha. Para reforçar os argumentos, alguns meios de comunicação chegaram a dizer que ele é judeu. Isso não é verdade, mas o ponto central é outro: o que levaria crer na existência de uma comunidade judaica monolítica? Os milhares de judeus e judias que se opuseram à eleição de Jair Bolsonaro e seguem se opondo às suas decisões não existem?
Não há uma posição única da comunidade judaica sobre esse governo. Os judeus brasileiros são múltiplos e diversos. A comunidade judaica é plural. As matérias que insinuam a existência de um “apoio” ou “respaldo” na escolha do ministro revelam, além de ignorância, preconceito e antissemitismo.
Lamentamos e repudiamos essas generalizações. Mas não apenas: nos comprometemos a lutar contra o antissemitismo, bem como contra todas as outras formas de discriminação.
Instituto Brasil-Israel
Judeus Pela Democracia-RJ
Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil “Henry Sobel”
17 de abril de 2020
Artigos Relacionados
As Manifestações da Rua Balfour em Julho de 2020
31 de julho de 2020
Quatorze de julho de 2020, duzentos e trinta e um anos da queda da Bastilha. A praça Paris, esquina com a Rua Balfour, está lotada como não se viu há anos. Manifestantes sobem em prédios e também sobre pontos de ônibus. No palco, rappers e lideranças do acampamento montado na frente da casa do Primeiro […]
Cinco documentários israelenses para assistir no Netflix
25 de março de 2018
Lista de filmes está disponível na plataforma
Qual a sua bolha? Discussões na web refletem polarização com emojis “de direita” e “de esquerda”
12 de julho de 2019
Grupos no Brasil adotam bandeiras do Estado de Israel e da Palestina para representar ideologias opostas