A memória do Holocausto
O dia 27 de janeiro é o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, isso porque neste dia, em 1945, o campo de Auschwitz foi libertado. Lá, mais de um milhão de pessoas foram vítimas dos nazistas.
Entre os judeus, há uma grande preocupação para que a história seja repassada, que os jovens visitem campos de concentração, vejam filmes e leiam livros sobre o assunto. É uma tentativa comunitária de construir uma memória do maior genocídio vivido pelo povo judeu. E faz parte desse processo ouvir os sobreviventes que estão entre nós. A questão é: em breve, já não poderemos ouvir a história contada por eles mesmos. Como manter essa memória viva?
Anita Efraim e Ana Buchmann conversaram com Marcos Guterman, jornalista do Estadão, historiador pela USP e autor dos livros “Nazistas entre Nós” e “Holocausto e Memória”, e com Paulo Nassar, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, doutor também pela mesma ECA e autor de vários livros, entre eles, “Relações Públicas: a construção da responsabilidade histórica e o resgate da memória institucional das organizações”. Para Guterman, “memória não é história”, portanto cada indivíduo vive um acontecimento de uma forma, o que dificulta uma percepção coletiva do Holocausto. Para Nassar, quando uma testemunha morre, fica mais difícil construir a história do Holocausto a partir das narrativas. Para ambos, a memória do Holocausto envolve disputa de narrativas.
Onde ouvir
Artigos Relacionados
Entre a espiritualidade e o ativismo: rabina, lésbica e israelense
29 de junho de 2020
Seguindo nossa série de webinars GA’AVAH, sobre a questão LGBTQ+, teremos uma conversa com a Rabina Noa Sattath, diretamente de Jerusalém. Noa é a diretora do Israel Religious Action Center (IRAC), o braço de justiça social do movimento reformista em Israel. Ela é responsável por liderar a staff da organização, desenvolvendo e implementando estratégias de […]
Elisa Goldman discute o conceito de Orientalismo em aula do IBI, no Rio
7 de junho de 2019
No dia 29 de maio aconteceu a segunda aula do curso de formação do IBI, no Rio de Janeiro. O tema ‘Orientalismo: Como Conhecer o Oriente Médio?’ foi debatido pela professora Elisa Goldman a partir de uma perspectiva pós- colonial. O repertório acadêmico do autor palestino Edward Said foi apresentado como referência central do debate. […]
IBI, FIRS e Conselho Juvenil Judaico Sionista de Porto Alegre promovem o debate “Convergências e divergências em uma comunidade plural”
27 de abril de 2021
Debate conta com participantes dos Movimento Juvenis Judaicos de Porto Alegra