A memória do Holocausto
O dia 27 de janeiro é o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, isso porque neste dia, em 1945, o campo de Auschwitz foi libertado. Lá, mais de um milhão de pessoas foram vítimas dos nazistas.
Entre os judeus, há uma grande preocupação para que a história seja repassada, que os jovens visitem campos de concentração, vejam filmes e leiam livros sobre o assunto. É uma tentativa comunitária de construir uma memória do maior genocídio vivido pelo povo judeu. E faz parte desse processo ouvir os sobreviventes que estão entre nós. A questão é: em breve, já não poderemos ouvir a história contada por eles mesmos. Como manter essa memória viva?
Anita Efraim e Ana Buchmann conversaram com Marcos Guterman, jornalista do Estadão, historiador pela USP e autor dos livros “Nazistas entre Nós” e “Holocausto e Memória”, e com Paulo Nassar, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, doutor também pela mesma ECA e autor de vários livros, entre eles, “Relações Públicas: a construção da responsabilidade histórica e o resgate da memória institucional das organizações”. Para Guterman, “memória não é história”, portanto cada indivíduo vive um acontecimento de uma forma, o que dificulta uma percepção coletiva do Holocausto. Para Nassar, quando uma testemunha morre, fica mais difícil construir a história do Holocausto a partir das narrativas. Para ambos, a memória do Holocausto envolve disputa de narrativas.
Onde ouvir
Artigos Relacionados
Os judeus mizrahim nas eleições de Israel
5 de agosto de 2019
Benjamin Netanyahu, do partido Likud, venceu as eleições gerais de 09 de abril de 2019. Porém, o atual primeiro ministro não conseguiu formar coalização e novas eleições foram convocadas para o dia 17 de setembro. Pode ser que pouca gente perceba, mas a edição de setembro tem uma novidade que as outras não tiveram. Entre esquerda […]
David Ben-Gurion, 133 anos depois: o pai da nação cultuado e revistado
16 de outubro de 2019
O icônico fundador de Israel, David Ben-Gurion, se sentou na cadeira de primeiro-ministro, em Jerusalém, por pouco mais de 13 anos (1948-1954/1955-1963). Até setembro passado, era o líder com mais tempo no poder desde a criação de Israel, em 1948. Agora, o recordista é o atual premiê, Benjamin Netanyahu. Mas, diferentemente do polêmico Netanyahu, David […]
Por que o Eurovision 2019 é em Tel Aviv e não em Jerusalém?
14 de maio de 2019
Assim que a cantora israelense Netta Barzillai foi anunciada como vencedora da edição de 2018 do maior concurso de música do mundo, o Eurovision (que reúne 41 países europeus ou não, como Israel Chipre e Austrália), a discussão começou. A edição de 2019 aconteceria em Israel, como é de praxe. Mas em que cidade? “Eu […]