O padrão de instrumentalização da comunidade judaica por Bolsonaro
09 abr 21

O padrão de instrumentalização da comunidade judaica por Bolsonaro

IBI

É quase um padrão: basta que se intensifiquem as denúncias de genocídio, de ligação com movimentos supremacistas e de flerte com o ideário nazista para que a “comunidade judaica” seja convocada e instrumentalizada pelo presidente da república.

Pode ser um clube, um representante do Estado de Israel ou uma liderança comunitária. Sempre haverá quem esteja disposto a atender o chamado.


Bolsonaro no Clube Hebraica do Rio de Janeiro (abril de 2017)


Bolsonaro em encontro com o então embaixador de Israel no Brasil Yossi Shelley (julho de 2019)

Difícil entender o que o presidente da Confederação Israelita do Brasil (CONIB) estava fazendo em um “jantar com empresários”. O Governo Federal acaso enxerga os judeus como empresários? A CONIB como representante de classe?

A escolha do seleto grupo de pessoas alinhadas tinha o objetivo claro de produzir manchetes. Num dia de recorde de mortes e no qual a Câmara aprovou o projeto de lei que permite a compra de vacinas por empresas privadas, tornou-se um escárnio.

Não tardou para que Eduardo Bolsonaro mostrasse como a instrumentalização opera. E para que setores progressistas endossassem a narrativa.

Para o judaísmo, a obrigação de preservar a vida humana é tanta que o princípio de “pikuach nefesh” estabelece que quando a vida de uma pessoa está em perigo, os demais mandamentos perdem valor. No momento mais grave da pandemia, sabemos bem de que lado permanecer.

Artigos Relacionados


O que se desprezou na discussão sobre o nazismo e a esquerda

Calendar icon 4 de abril de 2019

por Rafael Reuben

Arrow right icon Leia mais

E eu com isso? #117 O que vem depois do cessar-fogo

Calendar icon 26 de maio de 2021

Arrow right icon Leia mais

Richard Sihel fala, diretamente de Jerusalém, sobre o clima eleitoral em Israel

Calendar icon 23 de março de 2021

Arrow right icon Leia mais