Israel e o Judô
IBIBrasil e Israel: potências no judô
A primeira medalha olímpica de Israel foi no judô feminino. A israelense Yael Arad foi medalhista de prata na categoria até 61 kg nos jogos de Barcelona, em 1992. O judô é, também, a modalidade na qual tanto Israel quanto o Brasil ganharam o maior número de medalhas ao longo de todas as Olimpíadas. Os dois países se enfrentaram nas olimpíadas de Tokyo, em 2021, na categoria até 66 kg, onde o judoca brasileiro Daniel Cargnin venceu o israelense Baruch Shmailov na disputa pela medalha de bronze.
O judoca brasileiro Daniel Cargnin em confronto com o israelense Baruch Shmailov.
Boicote não vale
Na categoria até 73kg, o judoca argelino Fethi Nourine decidiu abrir mão das Olimpíadas de Tokyo, por conta da possibilidade de enfrentar o judoca israelense, caso ambos vencessem seus primeiros desafios classificatórios. “Não reconheceremos a bandeira de Israel e tampouco mancharemos nossas mãos com ela”, afirmou. Em 2019, o atleta argelino também desistiu do Mundial de Judô para evitar o confronto com o adversário israelense.
A Federação Internacional de Judô suspendeu o judoca argelino. “O judô é baseado em um forte código moral, que inclui respeito e amizade, para promover a solidariedade e não toleraremos qualquer discriminação, pois vai contra os valores e princípios fundamentais do nosso esporte”, disse a entidade em comunicado.
Um detalhe é que Tohar Butbul possui ascendência argelina.
Não é a primeira vez que o judô gera polêmicas relacionadas a Israel, uma vez que é um esporte importante para os israelenses e o país tem visibilidade na modalidade. Nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, O judoca egípcio Islam El Shehaby foi mandado para casa depois de se recusar a apertar a mão do israelense Or Sasson após o fim da luta. O Comitê Olímpico Internacional disse que seu comportamento ia contra o espírito dos Jogos Olímpicos e as regras do jogo limpo.
Atleta do Egito, Islam El Shehaby (de azul) não aceita aperto de mão de adversário israelense Or Sasson (Foto: Markus Schreiber / AP)
O judoca iraniano Saeid Mollaei deixou seu país após revelar que recebeu ordens de perder partidas e se retirar das competições para evitar o confronto com israelenses. O Comitê Olímpico Internacional aprovou que Mollaei competisse pela Mongólia no Mundial de Judô no início de 2021, já que a mudança não precisava da permissão das autoridades olímpicas iranianas porque o judoca era tecnicamente um refugiado. Mollaei venceu seu primeiro confronto com um adversário israelense e ganhou medalha de prata em sua primeira competição em território israelense. Nas Olimpíadas de Tokyo, em 2021, Mollaei conquistou a medalha de prata em sua categoria. “Espero que os israelenses estejam felizes com esta vitória. Essa medalha também é dedicada a Israel”, disse Mollaei, acrescentando em hebraico: “Todah” (“Obrigado”).
Saeid Mollaei com sua medalha de prata dos jogos olímpicos de Tokyo, em 2021.
Artigos Relacionados
Webinar: Por Trás das Câmeras – Um bate-papo com o Diretor do filme Incitement
9 de dezembro de 2020
Debate para a eleição para o Congresso Sionista Mundial, organizado pelo Instituto Brasil-Israel, mostrou a pluralidade do sionismo
27 de julho de 2020
Evento contou com seis chapas que estão na corrida para representar os brasileiros no Congresso Sionista Mundial
Perguntas que não fazemos: a temática LGBTQ nas Tnuot e Pride Havdalá
9 de julho de 2020
No nosso quarto encontro da série de webinars GA’AVAH, junto a uma celebração musicada e reflexiva de havdalá (cerimônia judaica que marca o final do Shabat, iniciando uma nova semana) representantes de seis movimentos juvenis judaicos sionistas progressistas no Brasil, abordarão suas vivências como LGBTQs dentro destes movimentos, além de discutir questões como educação, relevância […]