Evento em parceria com Hashomer Hatzair homenageou Ana Rosa Kucinski
No último sábado, dia 15/06/2019, ocorreu no Ken Amoz Oz do Movimento Juvenil Hashomer Hatzair uma roda de conversa com os convidados Bernardo Kucinski e Ana Caroline Castro. O evento, que foi uma parceria do Instituto Brasil Israel com o Hashomer Hatzair São Paulo, a Associação Cultural Mordechai Anilevitch São Paulo e a Congregação Beth-El São Paulo, abordou a história de Ana Rosa Kucinski, uma das 210 pessoas que ainda estão desaparecidas, desde a época da Ditadura Militar.
A conversa teve início a partir de dois livros: “Kaddish – Prece para uma desaparecida”, lançado recentemente e escrito por Ana Castro, e “K.”, escrito por Bernardo Kucinski, irmão de Ana Rosa. O primeiro é a biografia de Ana Rosa Kucinski e o segundo é a história de sua família após seu desaparecimento. “Meu livro acaba onde o livro do Bernardo começa”, conta Ana Castro.
Durante a roda de conversa, foram abordados temas como a importância da comunidade judaica e do movimento juvenil Dror na vida de Ana Rosa, a rigidez da ditadura militar no Brasil e como uma história pode ser contada a partir de diferentes pontos de vista. “No Brasil, a história é contada pelo opressor e, com isso, algumas histórias tão especiais quanto a de Ana Rosa são ofuscadas”, disse Bernardo.
O evento terminou de forma descontraída, com perguntas, compartilhamento de histórias pessoais e a venda do livro de Ana Castro.
Artigos Relacionados
Na linha de frente do antissemitismo progressista
21 de novembro de 2019
Sou um jovem judeu, gay e de esquerda. No entanto, sou chamado de “facilitador do apartheid”, “matador de bebês” e “apologista colonial”
Cinco curiosidades sobre a série israelense Fauda
5 de julho de 2018
Produção que aborda conflito israelo-palestino está na segunda temporada no Netflix
Editorial: a ONU e a lista de empresas que atuam nos territórios palestinos na Cisjordânia
14 de fevereiro de 2020
A fundação da ONU serviu para que o mundo marcasse uma nova fase em seu desenvolvimento. Após as tragédias humanas da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto, perspectivas de paz e multilateralidade estavam sendo construídas por uma instituição que deveria mediar as relações entre as nações do mundo. Não é casual que, junto as estruturas […]