Nota de posicionamento
27 jan 22

Nota de posicionamento

Coletivos judaicos progressistas, que lutam por justiça social ao lado de outras organizações da sociedade civil brasileira, têm contribuído também para denunciar o antissemitismo, inclusive quando este se manifesta nos círculos da esquerda.

Foi o caso da longa entrevista da jornalista Lucia Helena Issa, intitulada “Tráfico de mulheres brasileiras para Israel”, no programa “Um Tom de resistência”, da TV 247.

Nas redes sociais, o assessor acadêmico do IBI, Michel Gherman, repudiou publicamente o conteúdo: “Estou acostumado a ver falas antissemitas e conspirativas, mas devo dizer que essa superou todas. Foi um show de negacionismo e conspiracionismo”, afirmou.

Além do próprio IBI, houve forte reação por parte de grupos como Judeus pela Democracia, que denunciou o material, citando alguns comentários feitos por Lucia Helena Issa, como por exemplo a referência a Israel como sendo um paraíso mundial dos pedófilos, que a comunidade judaica carioca fez tráfico de prostitutas ou a afirmação de que o sionismo tem ligação e é primo-irmão do nazismo, entre outros absurdos inacreditáveis.

Esta postura escancara a inconveniente realidade de que o antissemitismo também é um problema da extrema-esquerda que, com o sinal invertido, faz coro com a extrema-direita na imagem ilusória que se cria dos judeus e de Israel. É preciso reeducar estas vozes ou, em última instância, calá-las.

Em nota pública, o Brasil 247 disse acolher a crítica e que levaria o tema para o Comitê de Compliance. Em seguida, retirou o vídeo do ar.

O Instituto Brasil-Israel saúda a decisão e propõe a realização de uma entrevista no mesmo programa para que a temática do antissemitismo seja abordada.

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