Quanto mais a crise se agrava, mais os discursos de extrema direita seduzem a população, segundo estudiosa do assunto
A Segunda Guerra Mundial, talvez o auge da extrema direita na Europa, acabou há 75 anos. Mas isso não quer dizer que a ideologia que levou Hitler e outros líderes radicais ao poder tenha acabado também.
O que é a extrema direita hoje na Europa? Como ela se reflete em outros lugares do mundo?
Anita Efraim e Daniel Douek conversaram com Letícia Duarte e Milton Blay. Letícia é jornalista radicada em Nova York, mestra em Política e Assuntos Internacionais pela Universidade de Columbia, que estuda a ascensão da extrema-direita diversos países do mundo. Para ela, há um “verniz” democrático em partidos que buscam um passado glorioso, porém que minam a democracia através do viés eleitoral. Segundo Letícia, o contexto de crise econômica faz com que os discursos de extrema direita fiquem cada vez mais sedutores à população. Milton é jornalista, correspondente em Paris e autor do livro “A Europa Hipnotizada: a escalada da extrema direita”. Para ele, muitos países tem entrado em uma “zona cinzenta” situada entre o autoritarismo e a democracia liberal, onde os dirigentes, embora eleitos, tendem a questionar os direitos fundamentais dos cidadãos.
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