Debate para a eleição para o Congresso Sionista Mundial, organizado pelo Instituto Brasil-Israel, mostrou a pluralidade do sionismo
27 jul 20

Debate para a eleição para o Congresso Sionista Mundial, organizado pelo Instituto Brasil-Israel, mostrou a pluralidade do sionismo

O Instituto Brasil-Israel realizou no último sábado, 18/07, debate com representantes de seis chapas que concorrem às eleições para o Congresso Sionista Mundial. Participaram Andrea Kulikovsky (Israel Plural e Democrática / Arzenu e Mercaz), Daniel Blatt (Hanoar Hatzioni – Netzach Israel), Daniel Presman (Mizrachi), Fábio Rosenfeld (Likud), Patricia Tolmasquim (Avodá Brasil) e Renato Bekerman (Meretz: A Alternativa Sionista Progressista). 

Todos os participantes abriram a conversa respondendo à pergunta: “O que significa ser sionista hoje?”. Para Andrea Kulikovsky, da Israel Plural e Democrática (Arzenu/Mercaz): “ser um judeu liberal é ser sionista”.  “Apoiar Israel é indispensável para a existência do povo judeu. Somos um povo só e o Estado de Israel reinaugurou a vida pública”, disse. Daniel Blatt (Hanoar Hatzioni-Netzach) acredita que ser sionista é apoiar Israel incondicionalmente, independente do governo. “É ter orgulho de falar sobre Israel quando o tema surge”, enfatizou. Já  Daniel Presman (Mizrachi) acredita que o sionismo precisa de uma alma ligada ao  judaísmo, não somente à construção do Estado de Israel. “Sionismo é união do povo judeu. Constrói pontes e reivindica que, além dos projetos políticos, deve ter valores ensinados pela Torá. É necessário fortalecer o vínculo com Israel e com as comunidades locais”. Para Fábio Rosenfeld (Likud), ser sionista significa defender Israel como a casa do povo judeu, tendo como sua capital Jerusalém.  Patricia Tolmasquim (Avodá Brasil) acredita que ser sionista é diferente de ser pró-Israel. “É lutar por Israel livre e democrática. É seguir os princípios dos profetas: igualdade, fraternidade e paz entre os povos e proporcionar a justiça social”. Por fim,  Renato Bekerman (Meretz: A Alternativa Sionista Progressista) defende que o sionismo representou uma revolução na concepção judaica de autodeterminação.“Para o sionismo progressista e socialista, a liberação do povo judeu não pode levar em conta a opressão de um outro povo”. 

No decorrer do debate, os participantes responderam perguntas sobre a temática religiosa do judaísmo e sobre a educação judaica na diáspora. As respostas dos participantes divergiram  de acordo com suas linhas políticas.

As organizações sionistas locais elegem representantes para o Congresso Sionista Mundial, onde se decide sobre a política da Organização Sionista Mundial e da Agência Judaica. É no Congresso que definem-se pautas pertinentes aos judeus da diáspora, mas que podem interferir em Israel. A votação é permitida para quem é filiado à organização sionista de seu país. Qualquer judeu maior de 18 anos teve até o dia 19/07 para se filiar.

Para o presidente do Instituto Brasil-Israel, David Diesendruck, o debate foi uma oportunidade de perceber a pluralidade que existe entre os judeus sionistas. “Temos o diálogo e a construção de pontes em nosso DNA. Oferecer a oportunidade de diferentes narrativas sionistas expressarem suas opiniões em um único evento no Brasil nos pareceu importante e oportuna”, afirma.

Mais informações
Marilia Neustein
maneustein@gmail.com
(11) 999422283

Artigos Relacionados


IBI apoia a I Bienal do Livro Judaico em Belo Horizonte

Calendar icon 4 de setembro de 2019

Para realizar a na Primeira Bienal do Livro Judaico de BH/MG as temáticas forma escolhidas  com a intenção de reunirmos temas que começa com a colonização do Brasil e os Cristãos Novos não só em Minas, mas também em outras áreas do no país como o Nordeste. Luize Valente, pesquisadora do tema, apresentou sua palestra […]

Arrow right icon Leia mais

Playlist da semana: Hip Hop Israelense II

Calendar icon 30 de outubro de 2019

Curadoria de Richard Sihel

Arrow right icon Leia mais

Chanuká: a festa das luzes

Calendar icon 1 de dezembro de 2018

O QUE É CHANUKÁ?  No fim da tarde de hoje começa a se comemorar a festa judaica de chanuká.  Conhecida como a “festa das luzes”, celebra a resistência judaica contra a dominação helênica, que ocorreu 200 anos a.c. Segundo a tradição, a festa dura oito dias, pois no conflito da retomada do Templo de Jerusalém, […]

Arrow right icon Leia mais