Purim na pandemia
Caroline BerajaHoje é véspera de Purim, uma festa judaica que comemora a salvação dos judeus na Pérsia antiga. É tradição se fantasiar nessa data. Em Israel, as ruas costumam receber festas animadas com pessoas caracterizadas dos mais diversos personagens. Esse ano, porém, assim como o Carnaval no Brasil, Purim foi cancelado.
Estão proibidas as festas na rua; está em vigor um toque de recolher noturno entre 20h30 e 5h da manhã, de quinta-feira a sábado à noite; as sinagogas poderão receber pessoas que queiram ouvir a leitura do Pergaminho de Esther, porém com um limite de 10 pessoas no interior e 20 no exterior, ou apenas pessoas com “passaporte verde” (já vacinadas) a 50% da capacidade do local. “Nenhuma máscara foi mais importante do que esta”, disse o ministro da Saúde, Yuli Edelstein, ao colocar sua máscara de proteção facial.
Os israelenses encontraram um jeito de manter a tradição. Ainda é possível ver pessoas fantasiadas nas ruas do país, porém apenas consumindo serviços essenciais e respeitando as restrições aplicadas pelo governo.
Artigos Relacionados
Vinte mil israelenses saem às ruas contra a deportação de requerentes de asilo
24 de fevereiro de 2018
Manifestantes se reuniram em Tel Aviv para protestar contra decisão do governo de deportar africanos
Protestar contra violência: o que muda?
6 de dezembro de 2018
Na terça-feira, 4 de dezembro, eu estive em Tel Aviv ao lado de outras milhares de pessoas, protestando contra o machismo, a misoginia e a violência contra a mulher. Enquanto a internet, como sempre, bravejava seus discursos de ódio e piadas sexistas, um comentário me perturbou. Um rapaz que perguntava “mas o que isso muda?”. […]