Benjamin Netanyahu oficializa formação de governo mais à direita da história de Israel
Na noite da última quarta-feira, 21, Benjamin Netanyahu ligou para o presidente de Israel, Isaac Herzog, para anunciar que conseguiu formar a coalizão e, assim, será primeiro-ministro novamente. A composição formará o governo mais à direita da história do país e os parlamentares devem ser empossados até dia 2 de janeiro. O comunicado foi feito 20 minutos antes do prazo final.
“Gostaria de te informar que, com o direito recebido dessa formidável população, que nos fez ganhar as eleições, chegou a mim a missão de formar um governo, que se preocupará com todos os israelenses. E pretendo estabelecer esse governo o mais rápido possível”, declarou Benjamin Netanyahu em ligação a Herzog.
Netanyahu, do partido Likud, de centro-direita, foi o político mais votado na eleição israelense e, por isso, ganhou a chance de tentar formar uma coalizão e governar o país uma vez mais. Conhecido como “Bibi” em Israel, ele já ocupou o posto de primeiro-ministro em dois períodos, sendo a mais recente durante 12 anosconsecutivos. A partir da próxima legislatura, a coalizão deve ter 64 entre as 120 cadeiras da Knesset, o parlamento israelense.
A aliança formada por Benjamin Netanyahu tem como peças principais a extrema-direita israelense e os ultraortodoxos.
“Ainda é necessário aguardar mais detalhes sobre o acordo que formou a coalizão, mas temos indícios suficientes para prever que judeus progressistas, judeus seculares e a população árabe – grupos considerados pelos partidos do novo governo como inimigos do Estado de Israel e do próprio judaísmo – terão dias difíceis pela frente”, afirma Daniel Douek, cientista social e diretor-executivo do Instituto Brasil-Israel.
Entre as figuras de destaque do governo estão os políticos como Itamar Ben-Gvir, Bezalel Smotrich e Avi Maoz. Os três são sionistas religiosos, que apoiam assentamentos na Cisjordânia e se posicionam de forma contrária a pautas progressistas, como a questão LGBTQIA+. Todos devem ter posições importantes no governo, como ministérios e secretarias.
Benjamin Netanyahu, por outro lado, garantiu que os direitos da população LGTBIQA+ não sofrerão retrocessos em Israel.
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