Momentos de decisão em Israel
Revital PolegRevital Poleg
O Knesset vai votar hoje o projeto de lei que abolirá a Cláusula da Razoabilidade do Código de Leis de Israel. A menos que aconteça algum imprevisto, a redação da resolução que for aprovada é o texto rigoroso que foi aprovado pelo Comitê Constitucional liderado pelos executores da reforma jurídica, o Ministro da Justiça, Yariv Levin, e o presidente do comitê, membro do Knesset Simcha Rothman, com a aprovação do Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu.
No momento, as tentativas de reconciliação para conseguir um entendimento entre a coalizão e a oposição, lideradas pelo presidente Isaac Herzog desde o momento em que desembarcou em Israel após uma visita à Casa Branca, fracassaram.
Na véspera de Tisha B’Av, que será comemorado nesta quinta-feira, 27 de julho, o dia judaico de jejum e luto em memória da destruição do Primeiro e do Segundo Templos, o dia mais triste no calendário judaico, a nação de Israel se encontra mais uma vez diante de grande crise. A coincidência da história às vezes provoca calafrios.
Veja uma síntese do que está acontecendo aqui, nesta manhã, enquanto estas linhas são escritas: o Primeiro-Ministro foi liberado do hospital após a instalação de um marca-passo em seu coração, milhares de manifestantes estão bloqueando as entradas do Knesset para impedir que os membros do Knesset entrem no debate sobre o projeto de lei, que começou no plenário. A polícia está tentando afastá-los, usando medidas drásticas de dispersão de manifestações, inclusive detendo manifestantes e principais líderes do protesto. O Fórum Empresarial, que representa cerca de 150 das maiores empresas da economia israelense, mantém greve com a participação de todas as empresas do fórum, com exceção dos serviços essenciais, exigindo a suspensão da legislação. Dezenas de empresas de alta tecnologia também aderiram à greve, e os bancos permitem que os funcionários que quiserem participem da greve.
O presidente Biden voltou a pedir na noite passada para o governo “não correr com a reforma” e apontou que o projeto de lei em discussão “apenas amplia as divisões em Israel e não as reduz”. Pediu que a liderança israelense focasse em “mobilizar todas as pessoas juntas com o objetivo de chegar a um consenso”. As tentativas, conforme acima mencionado, não foram frutíferas até o momento. A mídia mundial também acompanha de perto e informa os acontecimentos em Israel.
Para muitos de nós, Israel está vivendo um momento histórico fatídico. A história está sendo escrita enquanto os eventos estão acontecendo. Qual será o resultado desse dia? Ainda é muito cedo para dizer. Só podemos esperar que o bom senso, e não as considerações pessoais e políticas dos líderes da reforma, prevaleça. A esperança não pode ser tirada de nós. A esperança é a maior força do povo de Israel.
Foto: Wikimedia Commons/Hanay
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