Nota sobre relatório da Anistia Internacional
A cada vez que uma organização de direitos humanos aponta para a existência de práticas de apartheid de Israel contra palestinos, militâncias se dividem entre aqueles que se aproveitam para deslegitimar a existência do Estado de Israel e aqueles que se aproveitam para deslegitimar as próprias organizações de direitos humanos.
Desde que foi criado, o Instituto Brasil-Israel defende a autodeterminação do povo judeu no Estado de Israel. Ao mesmo tempo, tem um compromisso inquestionável com os direitos humanos.
Não endossamos as conclusões ou recomendações do relatório da Anistia Internacional do Reino Unido divulgado hoje, nem usamos a palavra “apartheid” para descrever a situação. Como também não nos identificamos com as reações de muitas organizações que se definem como pró-Israel, e que recusam, a priori, o debate sobre temas espinhosos.
Após mais de 50 anos de ocupação “temporária” (em 73 anos de Estado!), está bastante claro que a presença militar israelense nos territórios palestinos limita os direitos da população que ali vive. A perpetuação dessa situação coloca em risco a própria democracia israelense.
Sempre desconfiamos das conversas chapadas, que implicam em respostas prontas, do tipo “sim” ou “não”. Acreditamos, acima de tudo, na importância das perguntas, nos tons de cinza, na complexidade de uma realidade que é, sobretudo, dinâmica.
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